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Entre tempos
Raphael Fonseca - Texto da Exposição Entre tempos - Galeria Simões de Assis, Curitiba - 2021

 

A trajetória de Elizabeth Jobim dentro do campo das artes visuais possui cerca de quatro décadas; sua primeira participação em uma exposição foi em 1982, no Rio de Janeiro. Quando observamos trabalhos de diferentes momentos de sua pesquisa, dois elementos parecem constantes: a pintura e suas relações com o corpo humano. (leia mais)

Lembra
Lauro Cavalcanti - Texto da exposição Frestas Lurixs, Rio de Janeiro - 2019

Para o menino maranhense Ferreira Gullar, cada objeto continha, debaixo dele, o seu nome. Um pedaço de rocha teria, gravado na terra, o seu significante, “pedra”. Sob o tronco, estaria escrito o vocábulo “árvore” e, no fundo do curso d’água, “rio”. Adulto e carioca, o poeta, a propósito desse hábito da infância, compôs o poema-objeto no qual um pequeno cubo azul, uma vez levantado da base branca, revelava a palavra “lembra”. (leia mais)
Variações
Antônio Sérgio Bessa - Texto da exposição Variações no Paço Imperial, Rio de Janeiro, 2019

Esta exposição foi concebida como uma provocação conceitual, na qual a artista consentiu em reduzir seu vocabulário a um mínimo – tanto no que diz respeito ao formato, às cores ou aos materiais – articulando-o por meio de variações. Assim, o curador esperava tornar aparente a gramática desse processo. (leia mais)
Ensaios

Marta Mestre - Texto da exposição Ensaios na Galeria Raquel Arnaud, São Paulo, 2018

Nos últimos 35 anos o trabalho de Elizabeth Jobim foi acompanhado de várias leituras críticas que aprofundaram o seu léxico singular e observaram persistências e rupturas que merecem ser novamente recolocadas. (leia mais)

A Constructivist Diagram: Beth Jobim’s Archaeology of Abstract Forms
Juan Ledezma - Texto da exposição In This Place, Henrique Faria Fine Art, New York - 2017
If concepts can be visual or visuality conceptual, it might be said of Beth Jobim’s recent artistic output that it provides a visual concept of disjunction. (leia mais)

O Lugar dos Enigmas Possíveis, Sublime Invólucro
Jorge Emanuel Espinho - Rio de Janeiro - 2015

No encontro com a obra de arte somos frequentemente remetidos a um lugar de expectativa passiva, a uma paisagem árida onde impera uma não-ação/interação meramente contemplativa, e apenas interiorizadora dos frugais conteúdos já definidos e transportados naquela obra. (leia mais)     

Elizabeth Jobim: Linhas Infinitas
Claudia Calirman - Texto das Exposições: Sem Fim - Lurixs, Rio de Janeiro - 2008 / Elizabeth Jobim: Endless Lines - Lehman College Art Gallery, Nova Yorque - 2008 - Versão original em Inglês - Tradução Liz Hmoriconi

Onde começa e onde  termina uma obra? Há ponto de partida ou ponto final? Um fluxo intermitente de linhas e volumes azuis toma os espaços brancos das telas. Aos poucos se apropriam do espaço ao redor e criam um ambiente arquitetônico. Corte e continuidade, fluxo e interrupção, moradas parciais e ninhos, espaços inertes e ativados criados por linhas que avançam continuamente, entrando de uma tela para a outra. A obra de Elizabeth Jobim está em processo continuo, em fluxo permanente, sempre a se desdobrar em novas formas. (leia mais) 

Paisagens Airadas
Taisa Palhares - Horizontais: Elizabeth Jobim - Gabinete de Arte Raquel Arnaud, São Paulo - 2007 

Talvez pudéssemos interpretar, de forma um tanto quanto simplificada, a passagem do desenho à pintura na produção dos últimos anos de Elizabeth Jobim como a transformação da natureza-morta em paisagem. Naturalmente não penso aqui numa concepção tradicional destes gêneros. Sabemos que os arranjos de pedras presentes como o “assunto” dos desenhos da artista na verdade respondiam às questões diversas: da incompletude e transitoriedade da percepção à dialética entre espaço interno e externo das coisas. (leia mais)

A Persistência da Pintura
Paulo Sérgio Duarte - 5ª Bienal do Mercosul - Fundação Bienal do Mercosul, Porto Alegre - 2005

Estamos diante da pele do vazio. E ela nos envolve como a pele envolve nossa carne. A pintura nos abraça nesse ambiente que nos acolhe. Estamos recolhidos pelo espaço projetado pela artista como a pele recolhe nossos músculos, nossa carne, mas é pintura. Essa pele não tem nada a ver com os apelos orgânicos, quer ser só pintura, colada na parede, e nos envolve. O que Beth nos solicita tem tudo a ver à lição do poeta de uma “educação pela pedra”, agora quase literal. (leia mais)

Negar a Firmeza Precária das Coisas
Paulo Sérgio Duarte - Texto da Exposição - Centro Cultural de São Paulo, São Paulo - 2003

Passa um vento pelos rochedos vazados. São notícias do vazio no qual se transformou toda profundidade. Vento que desmancha até mesmo as pedras. Desfaz o desenho e acaba com a rigidez do mundo. É preciso negar a firmeza precária das coisas para reconstituí-la na realidade da arte. (leia mais)

A Idade das Pedras
Paulo Venancio Filho - Texto da Exposição - Gabinete de Arte Raquel Arnaud, São Paulo - 2001

Por que essas coisas tão inóspitas, tão sem-assunto, pedras? Pedras são pedras, sem mistério, alegoria, símbolo — coisa à-toa, para se chutar. E esses desenhos se referem a pedras de diversas maneiras. São quase um estudo da pureza sólida do mineral. Matéria, forma, peso estão aí bidimensionalizados. Mas estão, especialmente, como coisas comuns e sem atrativos que amontoados ao acaso formam um conjunto que nada mais é do que uma natureza-morta de pedras. (leia mais)

Avant-garde ou Kitsch?
Cecilia Cotrim - Texto das Exposições: Elizabeth Jobim: Pinturas - Galeria Parangolé, Brasília - 1994 / Elizabeth Jobim - Museu da República, Rio de Janeiro - 1993

As aquarelas e óleos de Elizabeth Jobim interrompem o curso de uma produção artística que já surge destinada ao planeta da estética. Entre cáusticos e líricos, desafiam a saturação contemporânea. (leia mais)

Elizabeth Jobim

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